quarta-feira, 24 de junho de 2015

Indicações & Informações Tradicionais


Abaixo estão relacionadas os 12 grandes livros de cabeceira para qualquer mago ou bruxo.

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Em seguida, estão relacionadas as 12 grandes organizações iniciáticas do Ocidente em nossa história

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Os 24 grandiosos



As 12 Grandes Mulheres do Esoterismo Ocidental

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 Os 12 Grandes Homens do Esoterismo Ocidental

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Curiosidades da Era Pagã

Venho hoje colaborar com os irmãos de arte, mesmo com aqueles que não comungam do mesmo cálice, já que a contribuição é para todos.

Durante um rico debate numa determinada comunidade, foi levantada a questão sobre quem é mais antigo, se a deusa das bruxas ou os orixás africanos.

Eu não tenho em mãos a data de quando o primeiro Orixá surgiu na Africa, mas posso garantir que os mortos foram os primeiros a serem cultuados na Alemanha com o culto dos crânios em 200.000 anos antes de Cristo, e posteriormente o culto aos mortos no início do Paleolítico Médio em 41.000 anos antes de Cristo, como se pode aferir dessa pesquisa feita por Riffard, abaixo colada.
Uma observação a ser feita é a de que deve-se considerar esse estudo de Riffard, como um estudo ocidental.

Você mesmo pode chegar na conclusão.


Acontecimentos históricos antes de Cristo

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terça-feira, 9 de junho de 2015

A Cruz e o Sexo




Todo aquele alvoroço da crucificação de uma transexual que encenou o sofrimento na cruz na parada gay, não teria sentido se o povo fosse esclarecido. Então quer dizer que se for um homem a encenar o sofrimento na cruz pode, mas uma mulher fazendo isso não pode? A cultura e fé cristã sempre subjulgou e rebaixou as mulheres e pelo visto ainda continua subjulgando e rebaixando-as. 




A fé cristã diz que uma mulher não pode representar Cristo, mas a fé cristã não revela que a palavra Cristo veio de Chrestos e estava primeiramente estampada na porta dos templos pagãos, significando um discípulo posto a prova, um candidato a hierofante que foi esfregado com óleo para ser divinizado. Da mesma maneira a igreja nunca revelou que eles copiaram o batismo dos pagãos, pois o batismo foi originalmente pagão, senão vejamos:


“Esta prática, que assinala períodos milenários, parece ter nascido na Grécia Antiga, logo após a constituição de uma seita que cultuava a Deusa da Torpeza, a quem denominavam Cotito e a quem os atenienses rendiam os seus louvores. Esta seita, constituída de sacerdotes que tinham recebido o nome de baptas, porque se banhavam e purificavam com perfumes antes da celebração das cerimônias, deixou saliente nas páginas da História esse ato como símbolo da purificação do Espírito.” - “Cairbar Schutel”, em SCHUTEL C., O Batismo, Matão, SP: O Clarim, 1986.

E mais:

“Batizando as criaturas nas águas do Rio Jordão como símbolo da renovação espiritual de cada seguidor seu, João estava apenas lançando mão de um rito que remontava à Grécia antiga, pois o batismo é uma prática pagã que nos veio dos sacerdotes da deusa Cotito. Eles se banhavam antes de dedicar suas oferendas à referida deusa da mitologia dos gregos. Como tais sacerdotes se chamavam baptas, daí surgiu a etimologia da palavra batismo, banho em água, no ritualismo de muitas seitas cristãs e também orientais.” - “Celso Martins”. Em MARTINS, C., Nas Fronteiras da Ciência, São Paulo: DPL, 2001.

Esse é um importante texto de conscientização, que contem traços dos renomados intelectuais e de pesquisas sérias mais abaixo. Apenas aqui estão as mesmas pesquisas, só que com as minhas palavras.

Hoje, uma pessoa se intitula cristão, mas não é nem de longe. O cristianismo insípido pregava amor e acolhia todas as outras fé. Foi após a igreja tomar o cristianismo é que isso mudou. Tanto é prova cabal, que a oração do Pai Nosso, no original em Aramaico, começa com “Ó fonte da manifestação, conhecida como alento da vida, pai-mãe de todo o Cosmo”....



Em aramaico transliterado, aqui está a verdadeira oração para quem quiser conferir:

Abwun d’bwashmaya
Nethqadash shmakh
Teytey malkuthakh
Nehwey tzevyanach aykanna d’bwashmaya aph b’arha
Hawylan lachma d’sunqanan yaomana.
Washboqlan khaubayn (wakhtahayn) aykana daph khnan shbwoqan l’khayyabayn.
Wela tahlan l’nesyuna
Ela patzan min bisha.
Metol kilakhie malkutha wahayla wateshbukta
L’ahlam almin.
Ameyn.

Quando os linguistas comparam os textos bíblicos existentes em aramaico e em grego, verificam que o texto grego invariavelmente limita o significado mais profundo e abrangente da versão original em aramaico. Isso explica parte das dificuldades que os cristãos têm para entender os ensinamentos. O aramaico era a língua que Joshuá Chrestos usava para ensinar. Então não rebaixem a mulher nem se tornem oclusos da verdade e parem com o machismo.

Vamos compreender primeiro, que se uma mulher ficar a vida toda sem fazer sexo, ela não deixará de ser mulher. Se um homem ficar a vida toda sem fazer sexo ele não deixará de ser homem. Se um gay ficar sem fazer sexo a vida toda ele não deixará de ser gay.



Vamos compreender também o seguinte:

Um negro, índio ou japonês (entre outros) quando saem de casa, pode ser que seja discriminado na rua, mas quando ele volta pra casa encontra seus iguais. O gay não. O gay tem sido discriminado dentro de casa e fora dela. Então entenda a causa do preconceito que você adotou e se cure.

Por que uma mulher não pode subir na cruz? A cruz não é um símbolo cristão somente, ela é um símbolo de sofrimento e de escolhas, de reflexão.  Eu sei, o Papa está reclamando o símbolo como se fosse somente dos cristãos, mas não é. Dom Raymundo Damasceno chama pra si o símbolo cristão, mas nunca foi de verdade somente cristão. O Papa mentiu pra você. Pra começar, Jesus nunca foi branco de olhos azuis. Explicarei mais abaixo.



Então.... Por que é tão difícil ver uma mulher no topo da espiritualidade? Machismo não combina nos dias de hoje. Alguém ai já fez as contas das mulheres na bíblia? Notem o quanto a mulher foi sujeitada e rebaixada na época bíblica, pra que fazer isso de novo hoje? Será que ninguém aprendeu nada?

A resposta é uma só, o povo ainda é machista sexista, preconceituoso e usam bandeiras religiosas pra justificarem os meios de seu ativismo espiritual. O sexo ainda é tabu em nossa sociedade, uma pena.

Quer fazer o bem? Então aplaudam a mulher e sua criatividade, seja na cruz, ou na cozinha, seja na cama ou no trabalho, seja na rua ou numa igreja, seja num desenho ou dando a luz. Aliás, a mulher é quem dá a LUZ.

Uma pessoa machista, ainda que fervorosamente religiosa, pode se chamar de “um ser liberto”? A resposta é Não!

É nítida a abusão que essas pessoas guardam dentro de si e não assumem e também não faz nada para mudar em si mesmas.

Está na hora, aliás, passou da hora de mudar as consciências e passar a ver a mulher como sagrada. E isso não tem nada a ver com ser feminista, mas sim, sermos conscientes. Ninguém nasce de um homem. Os homens devem buscar o sagrado no Phallus, isso é uma tremenda transformação. Homem sem Phallus é um ser pérfido. O homem de Phallus vê a beleza que há na espiritualidade da mulher. É bem verdade que nem todas as mulheres estão prontas pra reconhecer em si a divindade, mas aos poucos elas irão.



Pare para pensar: Se você sentiu uma pontada de guerra, de violência, de rigidez interna, de inflexibilidade, então você não pode se chamar de religioso verdadeiramente. Desde que religiosidade foi criada para trazer paz, para libertação dos aprisionamentos internos. Religiosidade não pode te fazer sentir outra coisa a não ser paz e no entanto tem sido usada para causar o dano. Se você sentiu ira, você está no caminho errado, pois um Deus de paz e amor não pode oferecer ira dentro de si.

É por essas e outras razões que dissemos que religião é para quem tem medo do inferno, espiritualidade é para quem já esteve lá.

Já faz tempo que os correligionários das religiões estão usando as religiões para ditar o que pode e o que não pode, e deixando perder o verdadeiro sentido que uma religião teve no início. Desde que criaram o inferno cristão, o bem e o mal ocupou o mundo e caímos na armadilha da culpa, da inveja, da remoção e ninguém parou para refletir em como fazer o caminho reverso para lá de onde caímos. O paraíso divino está longe dessas pessoas. Digo que está longe, porque deveria estar dentro delas e não está.

O que é o símbolo da cruz, senão uma encruzilhada? Vejam, no inicio da era romana a cruz era símbolo de punição. Usavam a cruz para crucificar bandidos e ladrões e, pessoas que de algum modo infringiram as leis romanas. Nós hoje não somos contra a cruz, somos contra as punições. Tudo que pune, prende, não liberta, não cura e não ensina, só causa traumas e rancores além do sentimento de vingança.

Ao invés de olhar sob a ótica da ofensa, deveriam ter elogiado e visto a beleza que há numa mulher espiritualizada. Não houve ofensa de fato na manifestação da transexual, houve um chamado para acordar.



Não há virtude na punição. Não há o BEM na punição. Você deve aprender a ver o mundo com bons olhos ao invés de tecer criticas de opressão. A manifestação teve como causa primeva, a própria opressão da igreja. É por causa da igreja cristã que essas manifestações surgem. O gay na sociedade sempre existiu, mas principalmente o surgimento do gay no mundo é uma resposta ao machismo. Não haveria gays (como se entende hoje) se não houvesse machismo nas sociedades. Haveriam pessoas que possuem liberdade para se valer de seu sexo com quem adulto bem entender sem serem vistos como marginais sexuais. E eu não estou falando dos sexopatas.

Vamos nos elucidar mais um pouco sobre a cruz e compreender que ela não é cristã somente?
A Cruz é um dos símbolos cuja presença é atestada desde a mais alta Antiguidade.
No Egito, na China, em Cnossos, Creta, onde se encontrou uma cruz de mármore do século XV antes de Cristo.



A cruz é o terceiro dos quatro símbolos fundamentais, juntamente com o centro, o círculo e o quadrado. Ela estabelece a relação entre os três outros, pela intersecção de suas duas linhas retas, que coincide com o centro, ela abre o centro para o exterior. Inscreve-se no círculo que divide em quatro segmentos; engendra o quadrado e o triângulo, quando suas extremidades são ligadas por quatro linhas retas. A simbologia mais complexa deriva dessas singelas observações. Foram elas que deram origem à linguagem mais rica e mais universal.

Como o quadrado, a cruz simboliza a terra; mas exprime dela aspectos intermediários dinâmicos e sutis.

A simbólica do quatro está ligada em grande parte, à da cruz, principalmente ao fato de que ela designa em certo jogo de relações no interior do quatro e do quadrado. A cruz é o mais totalizante dos símbolos.

A cruz aponta para os quatro pontos cardeais, e é em primeiro lugar, a base de todos os símbolos de orientação, nos diversos níveis de existência do ser humano.



A orientação total do ser humano exige...um triplo acordo: a orientação do sujeito animal com relação à ele mesmo; a orientação espacial, com relação aos pontos cardeais terrestres; e, finalmente a orientação temporal com relação aos pontos cardeais celestes.

A orientação espacial se articula sobre o eixo Leste-Oeste, definido pelo nascer e pôr do Sol.
A orientação temporal se articula sobre o eixo de rotação da Terra, ao mesmo tempo Sul-Norte e, Embaixo, Em cima.

O cruzamento desses dois eixos maiores realiza a cruz de orientação total, daí a encruzilhada do ser humano, as escolhas que partem disso.

A concordância, no ser humano, das duas orientações, animal e espacial, põe o ser humano em ressonância com o mundo terrestre imanente; a das três orientações, animal, espacial e temporal, com o mundo supratemporal transcendente pelo meio terrestre e através dele.

Não seria possível condensar melhor os significados múltiplos e ordenados da cruz, se ela fosse SOMENTE um símbolo dos cristãos.



Uma síntese semelhante se verifica em todas as áreas culturais e se expande nelas em inúmeras variações e ramificações.

Na China, o número da cruz é o 5. A simbólica chinesa nos ensina e não desconsiderar o centro da cruz, sendo a grande encruzilhada.

A cruz tem em consequência, uma função de síntese e de medida. Nela se junta o céu e a terra, o tempo e o espaço. É o cordão umbilical jamais cortado do Cosmo ligado ao centro original. A cruz é intermediária.

É a cruz que recorta, desenha, ordena e mede os espaços sagrados como os templos. É ela que desenha as praças da cidade que atravessa campos e cemitérios, e no ponto central se ergue um altar, uma pedra, um mastro e seu poder também é centrífugo, pois explicita o mistério do centro. É difusão, emanação e recapitulação. Ela é ascencional e eleva o ser do inferno ao céu como a lição da árvore cujas raízes profundas sobem ao alto.

A cruz é a ponte pela qual os homens se elevam, e os cristãos adotaram sua elevação como uma escada de salvação e a paixão (sofrimento) do Salvador e assim a segunda pessoa da trindade divina. Todos os deuses cósmicos são tríplices, a figura do Deus Cristão não seria diferente, explica Rene Guénon.
A cruz também é festa e esperança, celebrando a invenção e a exaltação, com cânticos “Ó Crux, spes única”.

A madeira da cruz veio de uma árvore plantada por Seth sobre o túmulo de Adão e espalha fragmentos depois da morte do Cristo pelo universo, multiplicando simbolicamente os milagres e a cruz reaparecerá nos braços do Cristo por ocasião do Juízo Final. Compreenda que quando você julga alguém, você enquanto imagem e semelhança divina está dando o juízo final à alguém, e é por essa razão que um cristão, assim como os pagãos pregam, não pode julgar ninguém, sob a pena que punir e ser punido por causa do seu julgamento.



A iconografia cristã se apoderou a cruz para exprimir o suplício do Messias e também a sua presença. Para quem não sabe, Satã era originalmente um cargo do acusador e sentenciador ao mesmo tempo na cultura acadiana e foi adotado pela igreja para representar o mal. A ideia criadora de um julgamento judiciário veio disso. A pessoa a ser julgada está numa encruzilhada, o juiz a sentencia ou absolve. O acusador é aquele que representa o ministério público, ou seja, o promotor de justiça.

Não se deve julgar ninguém, pois o mal está sendo promulgado em todas as sociedades desde a criação da ideia de justiça, de certo e errado. Não existe tal coisa de fato. A natureza é como é. O homem bota a mão e comete perversidades.

A própria cruz ensina isso, os diversos sentidos que ela fornece não tem nada de absoluto, não se excluem um do outro, um não é verdadeiro e o outro falso. Isso exprime a interpretação particular e a percepção vivida com o símbolo da cruz.

A cruz em Tao simboliza a serpente fixada em uma estaca, é a morte vencida pelo sacrifício. No antigo testamento ela se revestia de um sentido misterioso, porque a madeira do sacrifício que ele levava aos ombros tinha essa forma que Isaac foi poupado: um anjo deteve o braço de Abraão que ia imolar seu filho.
A cruz também é um símbolo evangélico desde que representa os quatro elementos e direções do mundo. Os quatro elementos que foram viciados pela natureza humana ao longo do tempo e as virtudes da alma humana. A cruz enterra em solo, significa a fé assentada em profundas fundações. O ramo superior da cruz significa a esperança que sobe aos céus. A invergadura da cruz é a caridade que se estende aos inimigos, e o comprimento da cruz é a perseverança.



Mas a cruz latina divide desigualmente o madeiro vertical segundo as dimensões do homem de pé, com os braços estendidos e só pode ser inscrita num retângulo. Uma é idealizada, a outra é realista. De um patíbulo, os gregos fizeram um ornamento. As igrejas gregas e latinas foram projetadas para formar um cruz no solo, as Gregas no Oriente, e as Latinas no Ocidente.

A cruz que presenteia a inscrição de Pilatos, é a cruz de Lorena, mas que provém da Grécia, onde é comum e, foi adotada pelo cristianismo para representar a hierarquia eclesiástica que correspondia a tiara Papal ao alto do chapéu cardinalício e a mitra episcopal. No século XV o Papa adotou a cruz com três braços transversais; a cruz dupla se fez privativa dos cardeais e a do arcebispo; a cruz simples era a do bispo.

A cruz também é diferente da paixão e a da ressureição. A primeira recorda o sofrimento e a morte, a segunda sua vitória sobre a morte, significando que a alma e o espírito nunca morrem e vence o corpo físico (a matéria).

Há muito mais para ser falado sobre a cruz, e quem quiser pode consultar o dicionário de símbolos de Chevalier, que irá explicar a cruz para a serpente, as letras de XP, o Rho atravessando o X, o alpha e o ômega, a domação de satanás, Dante e a cruz, a criação, o mundo e o polo do universo, os limites ecumênicos, a presença da cruz na natureza, como a cruz entrou em Gênesis, a cruz e Moisés, a teologia da redenção, a cruz celta, a cruz de malta, as cruzes insulares, a passagem do tempo, a correspondência quartenária, a cruz na Ásia, o cruzamento dos eixos direcionais, e verticais, a cruz e Purusha, a cruz e Prakriti, a cruz e Abu Ya’qub Sejestani, a cruz e o esoterismo, a cruz e os mulçumanos, a cruz Ansata, a cruz e a África dos Bantos do Kasai do Zaire, a cruz dos arquitetos e das sociedades secretas, a cruz dos Kua e tetraklis pitagórico, a cruz na tradição mística dos mexicanos, a cruz dos índios das Américas, a cruz nos códices e no Codex Ferjervary Mayer, os desenhos de todas as cruzes, em fim, uma riqueza espiritual sobre o simbolismo da Cruz.



O que precisamos compreender é que a Cruz não é um símbolo exclusivo do masculino e não há ofensas se uma mulher se valer do símbolo da cruz, porque a cruz é Universal, é para todos.

O que todo cristão precisa saber sobre Cristo, é que Cristo vem do Grego Chrestos, forma gnóstica primitiva de Cristo. Foi usada no V século a.C. por Ésquilo, Heródoto e outros.

O Manteuma pythochresta, ou seja, os "oráculos proferidos por um deus pítico", através de uma pitonisa, são mencionados pelo primeiro autor citado (Choeph. 901).

Chrésterion não é somente "o lugar de um oráculo", mas também uma oferenda para ou pelo oráculo. Chréstés é aquele que explica oráculos, "um profeta e adivinho", e Chrésterios é aquele que serve à um oráculo ou deus.

O 1º escritor cristão, Justino mártir, em sua primeira Apologia, denomina Chrétianos os seus correligionários.

"Deve-se somente à ignorância o fato de os homens se intitularem cristãos ao invéz de Chréstianos", diz Lactâncio (liv. IV, cap. VII). Os termos Cristo e Cristãos, que originalmente eram escritos como Chrést e Chrétianos, foram copiados do Templo dos Pagãos.



Chréstos significava, em tal vocabulário, um discípulo posto à prova, um candidato a dignidade de Hierofante. Quando o aspirante alcançava, através da Iniciação, grandes provas e sofrimentos, e havia sido ungido (isto é, "friccionado com óleo", como o eram os Iniciados e também as imagens dos Deuses -idolos-, como um último toque da prática cerimonial), seu nome era transformado em Christos, o "purificado", na linguagem do mistério ou esotérica.

Na simbologia mística, realmente, Christés ou Christos, significava que já se havia percorrido o “caminho”, o Sendeiro, e alcançado a meta; quando os frutos de um árduo trabalho para unir a efêmera personalidade de barro com a Individualidade indestrutível transformavam-na após ultrapassar a compreensão dos 3 Egos, assim, no Ego Imortal.

“Ao fim do caminho está o Chréstés”, o Purificador, e, uma vez terminada a união, o Chréstos, o “homem de dor”, convertia-se em Christos.

Paulo, o iniciado, sabia disso e foi precisamente isso o que quer expressar quando diz, em má tradução: “Estou outra vez em dores de parto até que Cristo tenha-se formado em vós”. (Gálatas, IV, 19), cuja verdadeira interpretação é “...até que formeis o Christos dentro de vós mesmos”. Porém os profanos, que sabiam apenas que Chréstés estava de algum modo relacionado com o sacerdote e o profeta e nada mais sabiam sobre o significado oculto de Christos, insistiram, como Lactâncio e Justino, em ser chamados Chrestianos ao invés de Christãos. Toda pessoa boa pode, portanto, encontrar Cristo em seu “homem interno”, conforme o expressa São Paulo (Efésios, III, 16, 17), seja Judeu, muçulmano, hindu ou cristão.

Kenneth Mackenzie era de opinião que a palavra Chréstos era sinônimo de Soter, “nome destinado às divindades, grandes reis ou heróis”, e cujo significado é “Salvador”, e estava certo, pois, segundo acrescenta o citado autor, “tal termo foi aplicado de modo redundante a Jesus Cristo, cujo nome Jesus ou Joshua tem idêntico significado. A denominação de G-sus, na realidade, é antes um título honorífico do que um nome, pois o verdadeiro nome de Soter do Cristianismo é Emmanuel ou ‘Deus conosco’ (Mateus, I, 23)... Em todas as nações, as grandes divindades, que são representadas como expiatórias ou que se tenham sacrificado, foram designadas com o mesmo título”.  (R. M. Cyclop.) O Asklepios (ou Esculápio) dos gregos tinha o título de Soter.

Pois bem, tanto homem quanto mulheres e gays, utilizam-se da Cruz como símbolo Universal  que é e não há nada de errado em uma mulher encenar seu desespero feito crucificação. O que a nossa sociedade tem feito, aliás, é crucificar mulheres e gays o tempo todo, e isso ninguém percebeu.
Seu corpo pode possuir um único gênero, mas sua alma possui as duas polaridades (a feminina e a masculina), assim é iconizado pelo maior símbolo dos Sábios - O Caduceu de Hermes.



Sett Ben Qayin