Léxico



Este é um léxico contendo alguns termos e jargões utilizados dentro do universo da Bruxaria Tradicional de descendência Italiana e outras. Alguns dos termos são específicos de uma dada tradição ou de certas tradições, já outros podem ser aplicados em comum. Misturam-se aqui influências das culturas etrusca, romana e grega, bem como da Língua Italiana oficial e dos mais variados dialetos falados na península. Só para se situar, o Sânscrito gerou o Latim e não raro encontra-se na prática stregonesca muitos termos em sânscrito. Este léxico é revisado mensalmente.

Adopinar: Julgar. Ocorre que para quem julga lhe cabe dar uma sentença. Para não recair-lhe erros de julgamento, as stregas, bem como a maioria das bruxas do mundo optaram pelo “não-julgar”, e adotaram a postura da avaliação, pois para quem avalia não lhe cabe dar sentença nem punição. Disso veio o termo latino: Veritati, ad veritatem accedere non iudicantes, que significa: chegar a verdade sem julgar.
Adoreum: Trigo candial.
Adorare: Suplicar.
Adscio: Chamar, mandar vir. Intenção usada em conjurações e evocação de espíritos.
Abãvus: Antepassados.
Acta Herculis: Os feitos de Hércules.
Acidália: nome de Vênus.
Acoluthus: o acólito, ajudante.
Abyssus: Inferno ou submundo. Refere-se visto do alto do céu, a terra como tema da reencarnação e a queda de Lúcifer.
Aconitum: Acônito.
Absconditus: Oculto, secreto.
Abominare: “Memoriam abolere” ou apagar a recordação e afastar o mau presságio é um encanto latino usado quando se acorda para afastar o sonho ruim.
Adam: vem de Adão que significa aproximar do amor. Adamo significa começar a amar.
Adamantinus: Firme no amor. Diamante como aço inflexível.
Adauctus: Crescente da Lua, aumento da maré. Rito Adauctus é rito de lua crescente.
Adávia: de avó até tetravó.
Adavus: de avô ao tetravô.
Addvino: adivinho. Refere-se adivinhar por estar sobre a indução do vinho.
Adducctum memoriae adhacrescere: encanto para emagrecer pronunciado num chá de folhas de uvas novas, repetido de manha, a tarde e a noite e tomado por 21 dias consecutivos, começado na lua negra do período sazonal de diminuição ou ano minguante.
Adhortatio Dia: Exortação da Deusa.
Adipalis memoriae adhacrescere: encanto para engordar pronunciado sobre o açúcar que se vai usar para adoçar o chá feito de decocção da raiz do funcho. Iniciado na lua crescente e tomado por 21 dias consecutivos durante a roda do ano crescente.
Adjugatum: Unir. É um pó de união.
Adjurationis: Juramento ou exorcismo.
Adjuro: conjurar, exorcizar. A palavra exorcismo significa jurar.
Adjutatum: Socorrer, consolar. Procedimento de cozer uma solanácea.
Aves admittunt: Diz-se quando os augúrios são favoráveis.
Andreana Lupino: Strega nascida em 1.800 em Santa Maria Maggiore, Benevento, Itália.  
Animulare: As Streghe da Sicília. Seita das Bruxas Sicilianas, que clamam o poder da Transfiguração e estão estreitamente ligadas ao Culto aos Mortos.
Asteris: Nome utilizado em alguns Clãs Stregonesci para designar o Reino dos Deuses que se situa entre as estrelas. Termo de origem Etrusca. Na antiga religião etrusca este Reino era envolto em Brumas, e os Deuses das Brumas eram os antecessores dos Deuses da Terra.
Bele Butele: As Streghe do Veneto Ocidental.
Benandanti: 'Bruxos' que usa(va)m seus poderes para o bem e harmonia. Linhagem de bruxos que luta(va)m contra os malandanti. Conhecidos por usar varas mágicas feitas do galho da erva-doce para atrair os bons augúrios e combater o 'mal'.
Benevento: Antiga Maloenton ou Malevento. Benevento é tido como local de poder pela igreja de Santa Sofia que se tornou patrimônio mundial pela Unesco. O Oscan era a língua falada antigamente no sul da Itália, assim como a língua grega e a messapic, e agora está praticamente extinta. É a cidade conhecida pela lenda das stregas Benandanti e Malandanti. A antiga floresta Lupino hoje é um bairro em ascensão conhecida pelo nome italiano de Bosco Lupino. Consta, nativo de Ginestra, o filho de Giovanni e Caterina Paduli, tinha 17 anos em 22 de dezembro de 1691 em Benevento, quando foi para as ordens menores junto de dois hegeres, que eram frades capuchinhos de Maddaloni, confirmado por Orsini, tendo por padrinho Tomaso Chiajese, sacerdote Napolitano, para efeito de nossos registros. Em 1702 ele decidiu renunciar os clérigos. No inventário de 1696 (ff. 1-9 APG), e em um manuscrito sem data diz entre outras coisas que a Igreja San Pietro de Lupino fica no território de San Giorgio la Montagna (atualmente arruinada). Além das Janare existem outros tipos de bruxas no imaginário popular de Benevento. As Zucculara, as Zoppas, que infestaram a Triggio, a área do teatro romano, e foram assim chamadas por causa de seus cascos ruidosos. O esboço vem provavelmente de Hecate, que estava usando uma sandália e foi venerada na trivii ("Triggio" é derivado de trivium). Também há as Manalonga (as de braço longo), dizem usar sua mágica para invocar os espíritos que vivem no fundo do poço, para puxarem para baixo aqueles que passam nas proximidades com desrespeito. O medo das valas, concebido como portas de entrada para o submundo, é um elemento recorrente: no precipício debaixo da ponte de Janare há um lago que frequentemente cria redemoinhos, que é chamado o abismo do inferno. Finalmente, há as bruxas Uries que se favorecem dos espíritos nacionais Urie, que lembram os Lares e os Penates do mundo romano. Na crença popular, a lenda das bruxas sobrevive em parte ainda hoje, enriquecidas com anedotas e manifestando-se em atitudes e medos supersticiosos de eventos sobrenaturais.
Boschetto: Palavra derivada de bosco (bosque), local tradicional de encontro de bruxos. O termo tradicional para Coven em italiano é Congrega.
Bruxaria Hereditária Lupino: A família Lupino brasileira, em resumo, teve sua origem quando S. Lupino se casou na época da imigração com M. Loria e vieram para o Brasil. Ela era irmã de Franchesca Loria, ‘strega’ da Congregação de Catanzaro (1899), um tipo de Companhia altamente confidencial devido os problemas da Sicilia Bourbônica que afetava a Calábria. Essa Congregação era hortada por donas que combatiam espíritos e fantasmas usando ocultismo e feitiçaria. Essas mesmas donas eram parteiras e benzedeiras que discutiam seus ‘negócios’ durante assembleias que mais se pareciam com reuniões de senhoras comuns e isso se dava todo último domingo de cada mês, no jardim (ou horta) da casa de cada uma subsequentemente. A junção do sangue de Loria com o sangue do Lupino deu origem ao ‘dom’ como o conhecemos hoje. Os Lupinos têm no sangue a soma dos dons de Catanzaro e Benevento. A tradição familiar Lupino permanece viva até os dias atuais, e algumas pessoas que sustentaram amizade e um elo que transcendiam a carne, com os Lupinos, foram convidadas a conhecer de perto a Arte hereditária, a qual foram devidamente iniciadas e à estas chamamos de bruxas tradicionais, pois carregam nossa linhagem, certificação, os segredos e mistérios da tradição Familiar Lupino. Hoje, elas se encontram no Brasil em Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, e Rio Grande do Norte, e lá fora estão na Sicília, Calábria – Itália, nos EUA e em Hampshire – United Kingdom. Apesar de tudo isso confessado, algum Lupino quando é inquirido a revelar se ele é ou não um bruxo, é comum o ouvir negar e desviar o assunto. Ver o artigo ‘A iniciação e a transmissão do poder hereditário’ no site Congrega Lupino.

Capinera: O Homem de Negro. Emissário da Velha fé. Nas épocas da perseguição ele era o mensageiro dos Sacerdotes, enviado aos camponeses para assegurar a sobrevivência dos antigos cultos. O Homem de Negro ou Capinera inspecionava os vilarejos e observava indivíduos que procuravam a solidão dos bosques ou lugares isolados. Geralmente, essas pessoas só eram abordadas se o seu comportamento sugerisse um interesse em crenças populares ou se parecessem proscritos da cidade ou vilarejo. Às vezes um Boschetto era no início organizado e conduzido pelo Capinera. É interessante notar que a figura do Capinera é encontrada não somente na Bruxaria Italiana, mas em toda a Europa, onde era conhecido normalmente como o Homem de Negro ou o “Diabo”. A maioria dos relatos da Inquisição apontam para ele, que aparecia para as Bruxas para lhes “converter” ao Culto da Bruxa. O Capinera ou o Corvo é o Mensageiro do Clã, responsável pela comunicação entre os Boschetti que fazem parte do mesmo Clã, e como Mensageiro do Clã, é o Acólito e “braço direito” do Grimas.
Catanzaro: Aldeia italiana onde nasceu a strega Mariana Loria Lupino, benzedeira e parteira que veio para o Brasil no tempo da imigração e se instalou no interior de São Paulo, ficando famosa por ter feito todos os partos das mulheres da segunda geração dos Lupinos dentro de casa, por ter guardado os ossos de seu falecido marido em um baú que ficou em seu quarto por quase dez anos e por curar com seus benzimentos tanto as pessoas da cidade Américo Brasiliense quanto o povo que vinha de fora nos meados do século XIX em busca de cura pela fé. Responsável por trazer a linhagem de Catanzaro e Benevento para o Brasil.
Chama Espiritual: Chama Ritual que é acesa no Altar, produzida por algum líquido alcoólico, que simboliza o Poder da Bruxaria e a Presença dos Espíritos dos Velhos Caminhos. Quando é acesa dentro de casa, geralmente é chamada de “vela do espírito” e sua cor é vermelha.
Cimaruta: Termo que significa ramo de arruda. Amuleto, normalmente feito em prata (metal relacionado à Lua), símbolo da Vecchia Religione. O símbolo é composto por um ramo de arruda (erva sagrada da Bruxaria Italiana), onde estão dispostos uma flor de verbena com cinco pétalas, um peixe, uma lua com uma serpente e uma chave. A flor de verbena representa a proteção, o peixe representa prosperidade e sorte, a lua com a serpente representa os poderes ocultos e psíquicos e a chave representa o conhecimento dos Mistérios.
Clã: 1 - Boschetti e Bruxos ligados entre si por um 'Congrega Principal' ou por um Grimas fundador. 2 - Tradição da Stregoneria. Existem diversos Clãs na Stregoneria, tais como: o Clã Nemorensino, o Clã Lupino, o Clã Tanarrico, o Clã Fanarrico, o Clã Janarrico, a Clã Aridiano, o Clã Ariciano, o Clã Napolitano, os Clãs de Benevento são muitos, não só os Janare, O Clã Siciliano de bruxas hereditárias (Animulare), Clã Bazure, Clã Zucculara, Clã Zoppas, Clã Manalonga, Clã Uries. etc.
Clã Nemorensino: Clã de Stregoneria formado a partir da união de dois Stregoni de diferentes Clãs do Norte da Itália, que unindo seus conhecimentos, fundaram o Clã Nemorensino da Bruxaria Italiana. O nome refere-se a herança que os dois Clãs que fundaram este último detém dos Mistérios ensinados na região do Lago Nemi. No Clã Nemorensino os Ensinamentos e Treinamentos são secretos, e a pessoa somente se torna membro efetivo após sua Iniciação formal em um Boschetto, assim sendo, não há auto-iniciações no mesmo. Não confundir com suposta 'Tradição' brasileira neo-wiccana de nome similar.
Clavem: Do Latim: chave.
Clavis: chave, clavícula, chavinha. Clavis Salomonis (ou as clavículas de Salomão) hoje em dia é consultada por bruxos(as) em todos os países para uso nas coisas do ocultismo e magia.
Clérigo: Aquele que tem todas as ordens sacras ou algumas delas. Do Latim: clericus. Do grego: Kléricós, cleresia – a classe clerical; mago eclésio.
Clericato(a): Estado ou condição e dignidade de sacerdote/tisa.
Congrega: Significa o mesmo que Coven ou Covine em italiano. Grupo de bruxos que se reúne para celebrar os ritos sagrados. Congregação de bruxos. O termo Congrega é mais Tradicional entre os Clãs de Stregones e mais utilizado, ao invés de Boschetto que, ao que parece, não é muito comum na maioria dos Clãs Tradicionais.
Corvo: Mensageiro. Bruxo ou bruxa que desempenha o papel de mensageiro entre os membros da congrega. Capinera.
Crástino: relativo ao dia seguinte, de Amanhã, matutino, matinal, do Latim: crástimus. Um dos nomes de Lúcifer, o Deus Crástimu, nome de Luchifero.
Crestar: queimar de leve, tostar. Do latim: crustare – revestir, cobrir. Refere-se a um termo strega para lançar feitiço (conhecido por foguetinho).
Chrestomátheia: estudo das coisas úteis.
Chresto: insígnia contida nas portas dos templos pagãos para significar local de purificação, mas também era um candidato à hierofante. Origem da palavra cristo – o ungido e purificado, onde a palavra purificar vem de Bapta que significa batismo/mergulho/unção. Purificação é feita sempre pela água.
Eka: O Um. Sinônimo de Mahat, a mente universal, como princípio da inteligência. O Dragão da Sabedoria. Também chamado de Saka. O curioso é que o nome de Jeovah fosse também UM, Achad, dizem os rabinos. São expressões do Um usadas pelos antigos para dar conexão com seus respectivos Logoi. A letra “k” não é própria da Itália mas foi introduzida pelas culturas que antecederam os italianos.
Encapuzado, O: Um dos três aspectos do Grande Deus. Senhor dos Bosques, Guardião das Florestas e Protetor dos Mistérios da Deusa. Ele é coberto de folhas, é o Deus das Matas. Equivalente Streghe ao celta Greenman. Rex Nemorensis.
Familiar: Animal Totêmico. Espírito Familiar. É o termo usado normalmente para o espírito do reino animal que acompanha a Bruxa, auxiliando-a em seus Ritos e Magias. Pode também ser um animal físico de um Bruxo ou Bruxa. É o animal que acompanha e serve de guia aos Bruxos nos Outros Planos, e também pode ser usado como auxiliador em oráculos.
Fata: Feminino para destino Fatus. Uma Raça de Espíritos da Natureza, ligadas aos riachos e bosques.
Fauni: Uma Raça de Espíritos da Natureza regentes das Florestas, Bosques e Campos.
Feitiço: Do latim: Facticius (facto/fato/destino + iço/qualidade ou maneira de ser). Significa ação sobre o destino (Fato/Fatus). Ver fada. Ação sobre o futuro, facturus e fetiche.
Feiticeiro: Do latim: Facto + Arius ou fatuarius. Ario brigou com o bispo Alexandre de Alexandria, que se deu no Concílio de Nicéia no ano 325, onde a doutrina de Ario foi condenada como herética por causa do sabelianismo (ou sabeísmo). A fé de Ario foi seguida até o século VII e deu origem aos chamados arianos. Os legitmos arianos nada tinham a ver com a ideia do século XIX dos nazistas. A palavra ariano tem origem no latim ariānus (ariāna, ariānum), referindo-se à região da Ária. Esta região, designada por Arīa ou Ariāna em latim, corresponderia à parte ocidental da Pérsia ou da Ásia, e deve o seu nome à adaptação dos termos gregos Areía ou Aría que, por sua vez, remontam aos radicais persas ariya- ou ao avéstico airya- que se referem a povos invasores e dominantes que mantinham, contudo, solidariedade étnica em relação aos povos dominados, considerados "bárbaros". A forma Aryāna-, do Persa Antigo aparece depois em avéstico como Æryānam Väejāh ("Território dos arianos"); em Persa médio como Ērān, e no Persa Moderno como Īrān, que deu origem, em português, a Irão ou Irã. De modo semelhante, a Índia setentrional já foi designada em tempos antigos pelo vocábulo composto (tatpurusa) Aryavarta "Arya-residência". O termo Indo-ariano ar-ya- provém do Proto-Indo-Europeu ar-yo-, um termo formado pela adjectivação com a partícula yo- da raiz ar que significa "juntar com perícia", tal como aparece no grego harma, que significa "carro" ou na raiz aristos, (de onde provém "aristocracia"), ou as palavras latinas ars (arte), e daí o nome ‘arte dos sábios’, em Latim: sapĭdusars, ou, bruxaria, qual era ofício e arte da Saga-ãe (a bruxa romana). Do persa também veio a palavra ‘magi’ que significa sábio e deu origem a palavra magia, magista, magister, magistéri e magistral. É necessário conhecer as etimologias das palavras para complementar os estudos do sábio. Algumas etimologias de causa, como é o caso de reges (reis) que vem de regere (reger) e de recte agere (conduzir retamente); outras são de origem, como homo (homem) que provém de humus (terra), bem como outras que procedem dos contrários, comolutum (barro), o que deve ser lavado (lotum, lavando), pois o barro não é limpo; ou como lucus (bosque), que, opaco pelas sombras, tem pouca luz (luceat). O termo ariano também refere-se, na História das Línguas, ao proto-ariano, que teria sido o ramo linguístico comum aos antepassados dos povos indo-áricos, e aos dois grandes subramos linguísticos a que terá dado origem, ou seja, às línguas indo-áricas e às línguas iranianas. Estes dois sub-ramos são árico ou indo-iraniano. Pode ainda referir-se, especificamente, aos grupos linguísticos atualmente conhecidos como proto-indo-europeu, proto-indo-iraniano e indo-iraniano. Em tempos antigos, conforme nos indica a hermenêutica, se utilizou o termo para designar todas as línguas indo-europeias. O feiticeiro é sábio por ser herege, é conhecedor e se interessa por tudo quanto for tema espiritual que promove alterações ou mudanças, internas e externas, dominando essas artes e conduzindo seu ofício para trabalhar junto com o destino. A bruxaria é para a arquitetura, aquilo que a feitiçaria é para o mestre de obras, só que o termo próprio denota a relação com o Ser, não com o Ter.
Festa dell'Acqua: Festa da Água. Um dos nomes utilizados pelas Streghe para o Ritual de Lua Cheia. Veglione. É um Esbá para algumas tradições, ou o momento de batizar/purificar.
Festa dello Fuoco: Festa do Fogo. Um dos nomes utilizados pelas Streghe para designar um Ritual de Sabá, Treguenda em italiano. Feste dello Fuoco ou festa da luz.
Follettino Rosso: Um tipo de Folletto, conhecido como 'Duende Vermelho', que habita a Pedra Redonda Sagrada e também a Pedra Furada das Streghe e serve-lhes de Espírito Elemental Familiar.
Folletti: Raça mais comum de Espíritos da Natureza. São os Elfos e Gnomos que regem os mais variados reinos naturais. Folletti é o termo usado tanto para o plural como também para designar um desses espíritos femininos. O Masculino singular é Folletto.
Genio: Termo genérico geralmente usado para designar certos seres ligados às forças da natureza. Espírito ou deidade ligada a determinada espécie de planta ou animal ou a um lugar (genius loci).
Gettatura: Também grafado como Jettatura. Do verbo gettare ou jettare. Significa mau-olhado, maldição ou magia lançada pelos olhos. Ocorre que na Língua Italiana moderna o j foi abolido do alfabeto e substituído pelo g, mas as duas formas ainda podem ser encontradas.
Gli Spiriti: Os Espíritos do Velho Caminho.
Grimas: Um ancião de uma tradição. Strega ou stregone que detém uma longa jornada nos Caminhos. Fundador de um clã.
Grigori: Termo oriundo do grego Egregoroi, significando os príncipes das almas, que são os espíritos de energia em ação. Seres cujo corpo e essência são um tecido da chamada Luz Astral. São as sombras dos Espíritos planetários superiores, cujos corpos são da essência da luz divina superior. No livro de Enoch dá-se o tal nome aos anjos que se casaram com as filhas de Seth e tiveram os Gigantes como filhos. Os Nephelins. Guardiães dos portais entre os mundos dos homens e dos Deuses. Seres de altíssimo poder, relacionados às estrelas e aos elementos da natureza. Seu nome Grigori vem de Egrégora, e por isso é a egrégora ancestral que é alimentada pelos stregones.
Involutti: Os Deuses da Bruma. Os Involutti são de origem etrusca, são os Deuses por tras dos Deuses. Muitas vezes chamados de "A Bruma", são a força criadora do Universo, a Transcendência; Aqueles que criaram mas nunca foram criados, pois são pré-existentes. Se manifestam na Terra como os aspectos de Diana e Lucifero. A seguinte passagem do Vangelo de Leland se refere aos Involutti: "Então Diana dirigiu-se aos Pais do Princípio, às Mães, aos Espíritos que existiam antes do primeiro espírito". Dentro da "classificação" dos Involutti estão também os Grigori e muitos daqueles conhecidos como "Espíritos dos Velhos Caminhos".
Janare: Bruxa, Strega no dialeto da Campânia. Janarra ou Dianarra; Bruxas da região de Benevento. Seu culto está centrado nos Mistérios Lunares e, antigamente elas realizavam seus Rituais em volta da famosa "Nogueira de Benevento".
Jettatura: Do verbo jettare. Mau-olhado. Maldição ou magia lançada pelos olhos. Ocorre que na Língua Italiana moderna o j foi abolido do alfabeto e substituído pelo g, mas as duas formas ainda podem ser encontradas.
Krátos: Do Grego: Governo, Poder, Autoridade. Magister Cratos é o mestre de um Congrega.
Lararium: Santuário dos Ancestrais. Pequeno altar colocado no lado Oeste da casa, onde se prestam os devidos cultos e oferendas aos Lare e às Lasa, os Espíritos Ancestrais. Alguns Clãs da Stregoneria também mantém uma chama perpétua no Larario em honra a Deusa Vesta, senhora do fogo purificador e dos Lare; Vesta também é conhecida como Acca Larentia ou pelo nome etrusco Larunda pelas Streghe.
Lare: Espírito ancestral que protege as casas e famílias. Antepassados consangüíneos. O Termo Lare indica os Ancestrais como um todo, ao tempo que um Ancestral em particular é designado pelo termo Mane.
Lasa: Espíritos ancestrais das Tradições. Bruxos e bruxas que partiram para o Outro Mundo. Os Poderosos da Bruxaria. Termo intimamente ligado às Fadas.
La Vecchia: Literalmente, A Velha, ou seja, A Velha Religião. Maneira carinhosa de se referir à Stregoneria.
Malandanti: Pensa-se ser Bruxas e bruxos que usa(va)m seus poderes para causar o mal e a destruição na antiga Benevento. Contudo, Mal designa Pedra e por isso Malandanti seria pedra roliça ou pedra que anda.
Malevento: Também foi o antigo nome da cidade de Benevento.
Malocchio: Mau-olhado, olho gordo, inveja, maldição.
Manazil: Significa Mansão. Magia das Mansões Lunares oriunda dos sábios constelares Babilônicos. Manazil é o caminho lunar. Esse conhecimento chegou à Itália em diversos locais e foi um dos conhecimentos das bruxas antigas de Benevento, mas não foi o único, bem como o alfabeto Caldeu. Os conhecimentos que chegaram na Itália e foram difundidos são: Beroso de Cos, 279 a.C., com a teoria da apocatástase; Pseudo-Demócrito em 200 a.C., com a alquimia Grego-egipcia; 189 a.C., os primeiro magos Caldeus em Roma e sacerdotes iranianos da Babilônia (539 a.C.); No século II a.C. a astrologia entrou em voga em Roma. Em 134 a.C. os mistérios entraram em Roma (Sirius, Atargatis, Marnas); Em 91 a.C. Vegoia, a sibila etrusca difundiu seus mistérios na Itália; Entre 66 a.C. à 394 d.C. veio introdução dos mistérios Persas e Mitras em Roma; de 170 d.C. à 1080 vieram os oráculos caldeus, a teurgia e a teoria dos veículos astrais da escola de Alexandria, e também Jâmblico, Sirânio, Proclo e Psellos. Em 190 houve a introdução do misticismo astral romano e de 200 à 270 manifestou-se a magia popular romana; entre o século IV e VII apareceu o Ogam – a escrita sagrada dos Celtas (o povo do Norte); Em tempos mais recentes, tem-se discutido a possibilidade de ser outra a origem da astrologia ao invés de ser atribuída aos babilônicos. A civilização do Vale do Indo, ou harapana. Em comum, essas duas civilizações compartilham a ênfase no papel das estrelas, pano de fundo e baliza do movimento do Sol e da Lua. Em Harappa teria se originado o conceito de nakshatra (sânscrito, "os imortais"), manazil (árabe) ou mansão lunar, que mais tarde daria origem ao zodíaco. Em ambas regiões o Sol causticante não é, como na fria Europa, o doador da vida, e sim a Lua, com as marés que provoca existência no mundo físico e nos seres vivos. Portanto, os nakshatras mediam a passagem da Lua pelo céu, sendo cada um destes asterismos a medida de arco média percorrida pela Lua em um dia. Os sacerdotes caldeus nos legaram a primeira noção de zodíaco, ao observar que o Sol e a Lua cruzavam sempre as mesmas constelações dentro de uma faixa celeste que chamaram de Caminho de Anu. Contra o fundo de estrelas fixas, cinco estrelas errantes se moviam, os planetas, e seu caminho também se restringia ao espaço delimitado no céu pelo movimento aparente do Sol, a eclíptica. Os eclipses eram, aliás, um dos mais importantes presságios para todos os povos antigos. As previsões eram um guia para a agricultura, as cheias dos rios e outros fenômenos naturais, sendo depois estendidas para catástrofes decorrentes de ação humana, como guerras. Fragmentos de documentos do reinado de Sargão da Acádia, (2870 a.C.) mostram que as previsões eram feitas com base no movimento do Sol e da Lua, dos planetas, de cometas, meteoros e outros fenômenos. Mesmo as condições atmosféricas ao começo do dia, que possivelmente era medido a partir do pôr do sol, indicavam como seria o dia seguinte. Se esse dia era o primeiro do mês lunar, as previsões se estendiam para o mês, se era o primeiro do ano (medido pelo nascimento ou ocaso heliacal de determinada estrela), valiam para o ano. Do tempo do rei assírio Assurbanipal (século VII a.C.) são as mais antigas efemérides escritas que nos chegaram. Isto mostra que, à época, o conhecimento dos ciclos dos planetas era suficiente para permitir elaborar tábuas de seu movimento.
A astrologia babilônica se dedicava a prever eventos que influenciavam a vida coletiva, através de seu efeito sobre o rei, que personificava o bem-estar do reino. Após a tomada de Alexandria é que a astrologia começou a estudar o homem. O horóscopo mais antigo para uma pessoa data de 20/04/409 a.C.. Em Roma a astrologia era consultada pelo povo e por reis e rainhas, inclusive o Imperador Augusto cunhou moedas com o seu signo.
Tibério estudava o mapa astrológico dos seus rivais. Cláudio, porém, expulsou os astrólogos da Itália.
A decadência do Império Romano significou a decadência da cultura legada da Grécia e do Oriente. A astrologia caiu para um estado de superstição, fato que levou a Igreja Católica a condená-la, ignorando as referências astrológicas no Evangelho de Lucas (os reis magos) e no Apocalipse. Assim, Agostinho de Hipona, que estudara astrologia, a renega após sua conversão.
A filosofia e a cultura clássicas sobreviveram durante a Idade Média europeia graças aos árabes e ao Califado de Bagdá.
Bagdá, capital do estudo astronômico no século X, foi sede também de uma astrologia de cunho empírico, estritamente prática e previsiva, como convinha a esse povo que criou o comércio internacional. O maktub árabe passaria a fazer parte da astrologia mediterrânea.
Isidoro de Sevilha (636) foi um dos primeiros a separar astrologia e astronomia, embora ambas tenham sido separadas apenas no século XVI, quando o sistema de Copérnico substitui o de Ptolomeu. O maior astrólogo árabe foi Albumazer. Seu livro Introductorium in astronomiuum foi um dos primeiros a ser traduzido, no início da Idade Média, na Espanha.
Nas Universidades da Espanha e Itália havia cadeiras de Astrologia. Estudos indicam que a astrologia influenciou inclusive a Cabala.
Outro árabe importante foi Abu'l-Rayhan Muhammad Ibn Ahmad Al-Biruni. Santo Alberto Magno (1200-1280), em resposta à discussão entre teólogos sobre ser a astrologia "ciência legítima" ou "arte adivinhatória", separou a astrologia das associações pagãs que ganhara no ocaso do Império Romano. Percebeu o valor teológico da ciência e filosofia gregas a árabes e recuperou os ensinamentos esquecidos de Aristóteles. Na Universidade de Bolonha, onde estudaram Dante e Petrarca, a cátedra de astrologia foi instalada em 1125. Tomás de Aquino (1225-1274) viu os ensinamentos da astrologia como complementares à visão cristã, e a igreja retomou o esoterismo cristão muito comum quando a igreja era insípida. Na Idade Média os astrólogos eram chamados mathematici, pois a astrologia era a aplicação mais importante da matemática. A prática da medicina era baseada na determinação astrológica do tratamento adequado, portanto os médicos também eram matemáticos (como Tycho-Brahe).
Dante expõe ao ridículo, em seu Inferno da Divina Comédia, os astrólogos Guido Bonatti (conselheiro de Guido de Médici) e Michael Scott, mas por misturarem eles necromancia à astrologia, abusando dos conhecimentos que tinham obtido. Bonatti atraiu estudiosos de sua cadeira profissional de todas as partes da Europa. Ele escreveu "Theoria Planetarum", impresso em Veneza, 1506, e "Liber Astronomicus". Atuou em Bolonha, Florença, Siena, Forli, e há uma tradição que narra Bonatti, no final de sua vida, tomou o hábito da Ordem Franciscana do frade e ensinou astrologia aos Franciscanos.
Cecco d'Ascoli, nascido na região de Ascoli governada pelos Lombardos do rei Faroald, foi professor de astrologia em Bolonha, foi queimado vivo aos 70 anos na fogueira da inquisição de 1327 em Florença, não por ser astrólogo, mas por suas opiniões heréticas, pois tentou calcular o nascimento de Cristo lendo sua carta natal. Antes foi exilado à casa de Carlo di Calábria e ali difundiu sua arte para o pé da bota. Cecco d'Ascoli deixou muitas obras em manuscrito, a maioria dos quais nunca foram divulgadas ao mundo, mas há quem diga que ele deixou um legado para algumas bruxas italianas. O Renascimento trouxe uma difusão da astrologia, apoiada inclusive pelo Papado. Já na época de Isaac Newton, 1643, a astrologia já estava totalmente desacreditada, como pode ser visto pelo seu livro Diálogos astronômicos entre um cavalheiro e uma dama: em que a doutrina da esfera (celeste), usos dos globos (terrestres) e os elementos de astronomia e geografia são explicados. Este livro pode ter influenciado na criação dos primeiros covens italianos. Manazil-al-Qamar ou simplesmente Manazil é plural enquanto manzil é singular. Manzil também é o termo utilizado para designar uma das sete partes aproximadamente iguais em que é dividido pelo Alcorão para ser recitado na íntegra numa semana. O termo Manazil é uma expressão árabe derivada de uma palavra acadiana antiga que significa literalmente "Mansion". Na antiguidade era utilizado em referência aos chamados "noite das residências da Lua” e esses sinais formou o Signo Lunar semita, composto por 28 manazils, cada um sendo de 12 graus e 51 minutos de largura.
Mane: Os Ancestrais. Enquanto o termo Lare é usado para designar os ancestrais coletivamente, Mane é o termo que refere-se a um ancestral em particular.
Masche: As Bruxas das regiões do Piemonte, Ligúria e Lombardia.
Na’ala:  Do Hebraico: o mesmo que Kléros. Do grego: Clero.
Numen: É a força que vive nas coisas. O Poder de um objeto é o Poder se seu Numen. É o 'espírito' que há nos objetos.
Pallas: Termo utilizado em alguns Clãs de Stregoneria para designar a reunião e Ritual de Lua Cheia. Veglione. Tregua.
Pedra Furada: Importante objeto mágico-religioso da Stregoneria. Uma Pedra Furada naturalmente é considerado um grande presente de Diana, e seu portador é agraciado com poderes e a bênção da Rainha das Bruxas e Fadas.
Preguari: Variedade de búzio piriguay (1584). Do Tupi piriüa’i. Preguarimancia: adivinhação pelo búzio. Usado por stregones que também foram iniciados na pajelança.
Preletor: Aquele que preleciona, professor. Do Latim: Praelectio. Stregone preletor é o responsável por transmitir as lendas e mitos da tradição.
Rei dos Bosques (Rex Nemorensis): 1 - Nome que era dado ao Guardião do Templo de Diana em Nemi. 2 - Um termo que se utiliza para o aspecto Encapuzado do Grande Deus. 3 - Título dado ao Alto Sacerdote de um Boschetto do Clã Nemorensino da Stregoneria.
Reino de Luna: Mundo Além. Local onde as almas vão após a morte. Pós Morte.
Sabá: Palavra deriva de Sabhâ (sânscrito) que significa assembleia, lugar para reuniões religiosas, sociais e políticas. Em Mahasabhâ temos o acúmulo de coisas maravilhosas (mâyâvicas ou ilusórias), a dádiva do Mayâsur aos pândavas. Sabhâ também pode significar casa e moradia. O sabeísmo é a fé dos antigos caldeus. Estes embora acreditassem num Princípio Deífico, impessoal, universal, não o mencionavam jamais. Cultuavam aos deuses e regentes do Sol, da Lua e dos Planetas. Consideravam como seus símbolos respectivos os astros e outros corpos celestes. Considerar (do Latim) é um termo próprio dos sabeus e significa ‘Con Siderar’ (estar com o Céu). Sabélio foi o criador do Sabelianismo, uma doutrina herética que se baseava na crença de um Deus que se revelava sob três nomes diferentes ou Deus Tríplice, negando, portanto, a distinção das três Pessoas e o mistério da santíssima trindade pregada pela igreja cristã. Ele era africano (séc. III). Em Stregoneria Sabá é o termo mais comum mas também encontramos o termo Treguenda que vem a ser uma assembleia, um feriado pagão, dia de rituais sazonais e um lugar de poder que é perene e acontece a todo instante onde as stregas atravessam o portal no dia de sabá para se reunirem com suas divindades no Entre Mundos. Bruxas são chamadas de Sabhâsad que vem a ser pessoa que concorre a uma assembleia ou reunião. Sabhya significa Fidedigno, respeitável, concorrente a uma assembleia e também é um dos cinco fogos mencionados nas leis de Manu, III, 100. Para os Judeus, Sabá ou Sabbath é um feriado religioso. Sabali é crespúsculo em sânscrito e Sabandhu vem a ser o parente, achegado a família. Sabao é o nome do gênio de Marte, e Sabaoth significa um exercito ou uma hoste; de Sâbâ: ir para a guerra, daí o nome do deus da guerra. Sabbannu é a que tudo sabe, onisciente, dotada de conhecimento infinito, em sânscrito significa o mesmo que Buddha ou Sarvajña. Sabda significa voz, som, ruído, palavra, linguagem, nome, palavra revelada, a força do sabda é usada em encantamentos, mantras, invocações e conjuros, e por tudo isso o Sabá é um local de poder situado entre os mundos visível e invisível.
Saltério: Salmo, designação que os 70 tradutores do antigo testamento em grego, deram ao hinário de Israel (Judá). Conjunto de salmos (do Latim: Psalterium), que deriva do grego psalterion. Salmo é um poema religioso oriundo dos hebreus, assim como os mantras e encantamentos. O salmo é para ser acompanhado por qualquer instrumento de corda ou de sopro; é uma oração em gênero poético, do Latim Eclesiástico psalmus e do grego psalmós. A ideia do saltério originou o rosário. Rosário, tem sua origem muito antiga. Os hindus representavam Padma-Pâni com o rosário no pescoço. Os antigos romanos usavam o rosário; este era conhecido também no Japão, Sião, Tonkim, Ceilão e outros países. Era igualmente usado entre os maometanos, tomado deles por Pedro o Ermitão, para que fosse usado pelos cruzados. Os turcos possuem um rosário composto de seis dezenas e outro, de cem grãos, dividido em três partes: enquanto passam pelos dedos as contas da primeira parte pronunciam trinta vezes a fórmula Soubhan lallah, que significa Deus é digno de louvor; na segunda dizem as palavras Elahn lallah, ou Glória a Deus, e na terceira Allah ecder, ou Deus é Grande. As bruxas possuem diversos rosários, dentre eles, o rosário de Hécate da tradição familiar Lupino, o rosário de Santa Marta e o rosário bruxo. Existem muitos outros e são próprios de cada tradição ou religião.
Saludar: Do Latim: Salutare. Significa curar por meio de rezas. Benzer para curar (1844). Saludador é o curandeiro. Saludador mais tarde veio a se tornar o saudador, depois salvador.
Safra: Produção agrícola de um ano, tempo de iniciação, colheita, bigorna do ferreiro, maior do que a normal e com uma só ponta, de etimologia obscura.
Saga: entre os romanos foi termo para significar bruxa ou feiticeira (1844) do latim: Saga-âe.
Sagaz: Que tem agudeza de espírito. Astuto. Do Latim: Sagax.
Saginar: Tornar gordo (1844). Do Latim Saginare.
Sápia: variedade de madeira de pinho usada em feitiçaria (1813).
Santelmo: chama azulada que surge nos mastros dos navios, produzida pela eletricidade por ocasião da tempestade. Palavra oriunda de São Telmo como um dos mistérios stregonescos da dominação das serpentes gêmeas de Téramo durante o terceiro dos doze trabalhos de Lupercus.
Sebe: Cerca de arbusto, ramos, estacas, ou ripas entrelaçadas, para vedar terrenos. Do Latim Saepes. Sepícola: que vive nas sebes.
Sédulo: Ativo, cuidadoso, diligente. Do Latim: Sedulus. Stregone sédulo é um bruxo que ainda permanece em atividade no congrega/covine/coven.
Segnícia: Preguiça, indolência, apatia (1881). Do Latim segnitia. Strega segnícia é uma bruxa indisciplinada.
Semasaga: Marca da bruxa. Do grego Sémei: sintoma; semasema: sinal, marca, significação. Do Latim: sem/sine/signo. A marca da bruxa não é uma marca visível, ela é indefinida e invisível.
Senhora do Lago: Também Dama do Lago. Título dado à Alta Sacerdotisa de um Boschetto do Clã Nemorensino da Bruxaria. Refere-se a uma Grã-Sacerdotisa do Lago Nemi, sagrado à Diana. A Alta Sacerdotisa também é chamada de Senhora ou Dama. Nos Covines de bruxaria tradicional o termo Dama é usado para definir a consorte do Magister, o termo parece ter sido oriundo do jogo de xadrez da idade média e Europeu onde a Dama representava uma peça fundamental para a estratégia do reino. No jogo tradicional e bem mais antigo, o Chaturanga, que é o jogo que deu origem ao Xadrez, a Dama tinha sua função mas não era importante para a estratégia do reino e não mandava no jogo.
Sizígia: da astrologia, conjunto ou oposição de um planeta, especialmente a Lua com o Sol. Do Grego: Syzygia. Estar em Sizígia significa estar em oposição à outra strega.
Sobernal: excesso de trabalho físico ou intelectual, esgotamento. Termo próprio da bruxaria italiana usado para referir-se quando se está cansada ou em exílio.
Sordes: Do Latim: imundice, sujeira, matéria grossa e pegajosa das chagas. Usado em stregoneria para significar quando se está enfeitiçado: estou sordeso ou estou sob sordesa.
Sóror: Do Latim: tratamento dado às freiras/sacerdotisas.
Sotaina: espécie de batina de sacerdócio. Do italiano Sottana: Túnica.
Strega: Bruxa, literalmente sábia.
Streganera: palavra formada pela junção de strega +nera, ou seja, bruxa negra, bruxa má. Aquela que se dedica às forças das trevas, que destrói e amaldiçoa.
Streghe: Plural de strega.
Stregheria: Literalmente, Bruxaria, palavra que no inglês arcaico wiccecraft (arte de girar/dobrar ou arte dos sábios que se desdobram no tempo). Deriva de strega. A rigor, Stregheria e Stregoneria são palavras equivalentes, embora as evidências linguísticas apontem para o aspecto predominantemente feminino da primeira e masculino da segunda. Stregheria é termo comum para significar a bruxaria praticada em conjunto, enquanto stregoneria é termo geral para a arte das bruxas no folk magick.
Stregone: Bruxo; literalmente, o sábio.
Stregoneria: Literalmente, Bruxaria, witch+craft (sabia+arte) A arte dos sábios.
Stregoni: Plural de stregone.
Treguenda: Sabá e feriado das Bruxas. Tregenda. Ritual Sazonal. Uma das oito cerimônias que compõe o calendário. Similar ao 'sabá' wiccano.
Tregua: Reunião de bruxas e bruxos. O termo significa "descanso", e é a raiz da palavra Treguenda.
Vangelo delle Streghe: Evangelho das Bruxas. Texto onde é narrada a história da Strega Sagrada e seus Ensinamentos, assim como as Peregrinações que é a história dos discípulos de Aradia após seu desaparecimento. Atribui-se esses textos a Teresa, uma das discípulas de Aradia, a qual viveu uma época na casa de nobres; enquanto há aqueles que digam que a prória Aradia tenha escrito treze Pergaminhos contendo seus ensinamentos sagrados, os quais foram chamados de Evangelho de Diana. Há também uma versão chamada Aradia, O Evangelho das Bruxas escrita por Charles G. Leland e publicada em 1899, onde há fragmentos da Stregheria mesclados com elementos cristãos e do folclore popular. Acredita-se que o famoso e importante livro de Leland seja um resquício dos Pergaminhos que Aradia e seus seguidores escreveram.
Veglia: Significa sarau, vigília. Utilizado na B.I. como uma lenda ou história oral contada durante um ritual ou reunião.
Veglione: Ritual de Lua Cheia. Vigília da Lua Cheia.
Verbena: Erva aromática sagrada na Stregheria. Erva das Oferendas, sagrada à Diana.
Volontà: Literalmente, vontade, mas neste contexto é usada como substantivo concreto e não abstrato como no Português. É algo mensurável, e possui a conotação de 'energia' ou poder canalizado para um fim.